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40 anos de Raw Power

Raw_Power

E hoje, 07/02/2013, um dos discos mais viscerais da história do rock completa 40 anos de lançamento. Tô falando do emblemático Raw Power do Iggy and The Stooges. A história é a seguinte, os Stooges já tinham lançado dois excelentes discos, The Stooges de 1969 e Fun House de 1970. Porém os plays foram fracasso de vendas. Somando-se a isso o fato da banda só trazer problemas devido aos excessos de todos os tipos, a gravadora Elektra chutou os caras. A banda acabou se separando e Iggy se afundou até o talo nas mais pesadas drogas e loucuras possíveis. Ae, David Bowie que era fã da banda resolveu dar uma mão e resgatar o cara. Bowie ofereceu à Iggy a oportunidade de gravar um novo play na Inglaterra que sairia pela CBS. Ele aceitou, mas impôs que o guitarrista fosse James Williamson, seu fiel escudeiro na época. Os dois foram pra Londres, mas não conseguiam se sentir à vontade com os excelentes músicos ingleses. A solução foi convocar os irmãos Ashton, da formação original dos Stooges, porém Ron ficaria com o baixo e Williamson cuidaria das guitarras. As gravações foram um verdadeiro caos. Na hora de finalizar, Iggy queria ele mesmo mixar o álbum e o fez. Ficou tão tosco e cru que a gravadora recusou. A solução foi o próprio Bowie remixar o disco. E foi assim que ele veio ao mundo em 1973 com o nome da banda rebatizado para Iggy and the Stooges. Na época Raw Power foi mais um fracasso de vendas dos Stooges, mas com o passar dos anos foi aclamado como um dos grandes discos do rock mundial. Uma curiosidade é que existem três mixagens diferentes do disco e acreditem, são bem diferentes mesmo. A melhor é a clássica feita por Bowie. Depois, em 1990, a própria gravadora remixou o play para a primeira versão em CD. Corra dela, é horrível. E depois o próprio Iggy cuidou da remixagem de Raw Power no relançamento em CD em 1997. Essa versão é boa, mas Iggy exagerou nos graves, além outras mudanças desnecessárias. Ficou mais crú, tosco e esporrento, talvez como ele queria que fosse em 73. O ideal é ter as duas versões, a de Iggy mais crua e a de Bowie mais contida, original da época, clássica e bem melhor. Sem dúvida, um discão.