(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src = "//connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"; fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, 'script', 'facebook-jssdk')); class="archive tag tag-nas-paredes-da-pedra-encantada tag-289 unknown">

Desova: Paêbiru: Nas Paredes da Pedra Encantada (DVD/2015)

Paebiru_DVD

Lançado em 2011 no circuito de festivais, o documentário “Paêbiru: Nas Paredes da Pedra Encantada” finalmente ganha uma edição em DVD via Monstro Discos. Dirigido por Cristiano Bastos e Leonardo Bomfim, o doc disseca a história de um dos discos mais emblemáticos da música brasileira. Um álbum que assim como muitos não teve reconhecimento em sua época e tornou-se lendário e influenciador com o passar dos anos. “Paêbiru”, o disco, foi lançado em 1975 pela dupla Lula Côrtes e Zé Ramalho. Naquele ano, uma grande enchente assolou Recife, ocasionando a perda de cerca de mil cópias da tiragem única de 1.300 Lps. Para aumentar ainda mais o nível da tragédia, a fita master também foi destruída pelas águas. Resultado, “Paêbiru” (edição original em vinil) tornou-se raro e passou a ser item de cobiça dos colecionadores. Um exemplar chega a custar R$ 4 mil no mercado de sebos e vendas on line. Porém o documentário não foca apenas na tragédia pós-lançamento, mas em todo o processo de inspiração criativa, concepção e produção do álbum. O grande elemento catalisador que inspirou Lula Côrtes e Zé Ramalho foi a Pedra do Ingá, uma espécie de monolito talhado com signos pré-milenares localizado em um sítio arqueológico no agreste paraibano. Seduzidos pela atmosfera mística do lugar, os dois músicos fizeram várias “viagens” ao local para compor um álbum conceitual que transportasse para a música todo o poder transubstancial da Pedra. Côrtez e Ramalho, aditivados por substâncias alucinógenas, principalmente cogumelos, mergulharam de cabeça no projeto, se integrando com a comunidade nativa e assimilando suas lendas e crenças. A gravação também foi antológica, com a participação de grandes nomes da cena udigrudi nordestina. Por todo este contexto e por sua musicalidade, “Paêbiru” é considerado um marco da psicodelia brasileira. Lula Côrtez participou ativamente do documentário, fazendo todo o trajeto de Kombi com a equipe até a Pedra, contando as histórias e mostrando os lugares. O ponto negativo do filme fica pela ausência de Zé Ramalho. Com relações rompidas com seu parceiro de disco, o paraibano não aceitou participar do doc e sempre evita o assunto “Paêbiru”. Lula Cortêz faleceu em 2011 mas sua obra atemporal permanece viva. Uma parte importante de sua história está registrada em “Paêbiru: Nas Paredes da Pedra Encantada” e isso enchente alguma irá apagar.