(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src = "//connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"; fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, 'script', 'facebook-jssdk')); class="archive tag tag-firefriend tag-225 unknown">

Os 10 melhores discos nacionais de 2016 segundo Gralha Rocka

hurtmold_santos

01 – Hurtmold e Paulo Santos – Curado
A junção de dois ícones do som instrumental brasileiro rendeu um grande disco. Com 18 anos de atividade, o Hurtmold iniciou sua trajetória como uma banda do chamado post-rock, com uma pegada punk e letras em algumas faixas. Com o tempo as letras foram sumindo, o instrumental incorporando elementos diversos que passeiam pelo jazz, funk norte-americano, música eletrônica, ritmos regionais e experimentalismos. Já Paulo Santos integrou o mítico grupo mineiro Uakti, que utilizava instrumentos não convencionais fabricados com componentes diversos, como tubos de PVC, madeira, metal e vidro. “Curado” é uma amálgama musical. Um álbum que revisita as duas partes envolvidas, mas ao mesmo tempo é diferente e único em suas carreiras. Ouça aqui.

02 – Fábrica de Animais – Fábrica de Animais II
Essa banda paulista está entre as mais viscerais do nosso rock atual. A Fábrica transborda feeling, sentimento, energia. Tem muita verdade envolvida e quem ouve sente isso. Em seu segundo álbum as características sonoras foram mantidas. É rock n’ roll, é blues. Tem gaita, letras inspiradas que versam sobre o cotidiano, sobre amor/dor, sentimentos. A vocalista Fernanda D’Umbra canta com a alma. E ainda tem capa do Angeli e o selo Baratos Afins de qualidade.

03 – Violeta de Outono – Spaces
Visto pelos próprios membros como o fechamento de uma trilogia, “Spaces” encerra um ciclo que compreende também os álbuns Volume 7 (2007) e Espectro (2012). Trata-se da consolidação da atual formação, com sonoridade mais prog. Com músicas mais longas e complexas, como a faixa de abertura “Imagens” e de fechamento “Cidade Extinta”. As teclas de Fernando Cardoso (Orgão, Piano e Synths) e a guitarra de Fabio Golfetti dialogam, se separam, têm seus próprios momentos, formando uma manta sonora etérea e contemplativa. Conjunção perfeita com o baixo de Gabriel Costa e a bateria de José Luiz Dinóla. Bom disco que engrandece ainda mais a longa trajetória da banda. Ouça aqui.

04 – Necro – Adiante
Alagoas tem nos presenteado com ótimas bandas. Grupos contemporâneos forjados nas sonoridades mofadas mas que não soam anacrônicos. Mopho e Messias Elétrico são exemplos, assim como o Necro. Esse trio antes chamado Necronomicon andava por caminhos mais arrastados e densos, doom, como bem disseminou o Black Sabbath, e cantavam em inglês. Em “Adiante” o português passou a dominar e o som se aproximou mais da música pesada e lisérgica produzida no Brasil na década de 70. O resultado é surpreendente. Um discão de rock vigoroso e chapante como há muito não se via em terras brasileiras. Ouça aqui.

05 – Continental Combo – Nunca Mais
Psicodelia, folk rock, um certo aceno Mod, atmosfera urbana, são elementos característicos da face sonora e estética do Continental Combo. Com mais dez anos de atividade e considerando que a banda sempre se auto-produziu, “Nunca Mais” comprova que o Continental sabe o que fazer no estúdio. Tudo soa perfeitamente bem e coeso. O álbum marca também a volta ao formato de trio, sendo que o guitarrista Carlos Nishimiya participa como convidado apenas da faixa de abertura “Faroeste Blues”. “Tempos de Glaciação” e “Conveniências” são velhas conhecidas que ganharam novas roupagens mostrando novas possibilidades. “Recordar é Viver” tem aquele tipo de melodia e refrão cantarolável que funciona bem nos shows. Enfim, quarto disco full da banda. Mais um acerto. Ouça aqui.

06 – Statues on Fire – No Tomorrow
Um álbum inspirado e inspirador. “No Tomorrow”, segundo play do Statues on Fire é bem produzido, bem tocado, diversificado, entre inúmeros outros pontos positivos. Rotulá-lo como um disco de hardcore é pouco. Ele é punk, é metal, é rock. Basta ouvir o trabalho de guitarras gêmeas, tipo Thin Lizzy, em “Nowhere is Always Where I Go” para atestar essa face diversa porém com unidade da banda. No set-list músicas pesadas e rápidas convivem em harmonia com faixas melódicas e acessíveis. Se o primeiro álbum era promissor, “No Tomorrow” é uma comprovação. Ouça aqui.

07 – Mickey Junkies – Since You’ve Been Gone
Recentemente, o rock alternativo brasileiro do início dos anos 90 tem sido revisitado com a produção de documentários e shows. Uma das bandas dessa época é o Mickey Junkies, de Osasco/SP. Após um logo período de inatividade, o grupo lançou seu segundo disco “Since You’ve Been Gone”. Trata-se de um álbum elegante, fator evidenciado pelo trabalho vocal de Rodrigo Carneiro, que canta como um crooner. Peso e suingue permeiam as faixas. Entre elas uma versão de DeFalla. Um excelente retorno. Single aqui.

08 – FireFriend – Negative Sun
Um disco sobre os sinais do tempo (o hoje). Onde o sol é negativo. Um mundo caótico e deteriorado. Onde as pessoas não percebem o que acontece ao redor. Estão cegas, entretidas com banalidades. “Negative Sun” é uma espécie de atestado realista. Musicalmente é um álbum cadenciado, com destaque pros efeitos que distorcem, que derretem. É viajante. É cru. É simples. E é bom. Ouça aqui.

09 – Goatlove – Guadalajara
Em seu segundo álbum o quinteto paulista aprimorou as qualidades do debut. “Guadalajara” é sólido e eficiente. As referências da banda estão bem costuradas. E sim, são muitas, tornando o som bem peculiar. Metal, punk, gothic, pós-punk, puro rock n’ roll, tá tudo lá. O repertório é forte, com ótimas músicas. “We Shall Rise” pode causar certa estranheza e cansaço com seus mais de 16 minutos de viagem mântrica, meio “We Will Fall” dos Stooges. Pra finalizar, uma bela reverência ao Led Zeppelin em “Sunshine Colours”. Um disco diferenciado. Ouça aqui.

10 – Atomic Winter – Tsunami Survivor
Desde o início dos anos 2000 Goiânia se estabeleceu como um dos principais polos produtores de rock n’ roll do Brasil. Um selo/produtora de expressão, festivais importantes e muitas bandas. Porém o hardcore goiano nunca alcançou grande destaque fora das divisas estaduais. Só que em 2016 isso mudou, graças à “Tsunami Survivor” do Atomic Winter. Um disco que é energia pura, concentrada. E a capa tem aquele climão que lembra o clássico desenho japonês “Fantomas”. Um maremoto sonoro. Ouça aqui.

Os 10 melhores discos nacionais de 2013 segundo Gralha Rocka

Rino_Foto

01 Rinoceronte – O Instinto
Alguns podem achar que o trio de Santa Maria/RS tirou o pé do acelerador. Eu particularmente chamo isso de evolução natural. Menos pesado e melhor produzido que o álbum anterior, “O Instinto” é um disco cheio de detalhes e nuances. É visceral mas contêm certa classe. É liricamente instigante. É piscodélico. Com ele provou-se que o termo stoner rock é pouco pros caras. Baixe aqui.

02 Sepultura – The Mediator Between Head and Hands Must Be The Heart
Um dos álbuns mais pesados da banda. Título longo, temas inspirados no filme Metrópolis, clássico sci-fi de 1927. Trampo original da capa produzido em carvão. Cover da Nação Zumbi com Andreas no vocal. Enfim, o caminho mais fácil não é o escolhido pelo Sepultura. Eles poderiam fazer um típico disco de thrash metal oitentista com todos os seus clichês, mas não, em “Mediator” vemos uma banda que aponta pro futuro.

03 365 – O Destino
Tá, não tem o Finho no vocal, mas o Neto Trindade que já tocou baixo com os caras no final dos anos 80, assumiu o microfone e fez um bom trabalho. O som é aquele rock urbano com cara de São Paulo que o 365 sempre fez com exímia competência. Destaque pra faixa título e para “O Tempo” que presta uma homenagem à velha guarda do punk paulista. Ouça aqui.

04 FireFriend – Witch Tales
Vocal feminino, instrumental denso. Ora calmo, ora explosivo. “Witch Tales” traz referências do rock alternativo dos 80 e 90 mas com um pé na psicodelia sessentista. Um álbum belo, literalmente. Baixe aqui.

05 Ademir Assunção & banda Fracasso da Raça – Viralatas de Côrdoba
Junte um poeta, dos bons, com uma banda, das boas. O resultado é esse “Viralatas de Côrdoba”. Rock, blues, jazz, baladas cortantes. Sons que emolduram, se encaixam e se fundem à poesia dilacerante de Assunção. Não é só música. É muito mais. Ouça aqui.

06 The Velociraptors – A New State of Mind
Os Raptors são de Mossoró/RN, cidade que tem revelado ótimas bandas. Três caras que pegaram os Stooges e o MC5 e levaram para uma temporada de intercâmbio com The Saints e Radio Birdman na Austrália. Definições delirantes à parte, “A New State of Mind” é um discão de rock n’ roll. Baixe aqui.

07 Mundo Livre S.A. Vs Nação Zumbi
Por que um disco de versões está em uma lista de melhores do ano? Porque esse disco é uma espécie de tributo ao Manguebeat, movimento que fez uma verdadeira revolução na cultura e na música brasileira no início dos anos 90. Porque tem como protagonistas as duas principais bandas do movimento e porque essas bandas desconstruíram as músicas originais fazendo com que as versões soassem como novas músicas. Discão.

08 Leptospirose – Tatuagem de Coqueiro
Uma das grandes bandas de hardcore do Brasil. Acho que todos já sabiam o que viria em “Tatuagem de Coqueiro”. Leptospirose é Leptospirose. Porradaria com boas sacadas. O melhor título e a melhor capa, trampo do Daniel Etê.

09 Hellbenders – Brand New Fear
Uma atualização do hardão setentista que tanto amamos. Alguns chamam isso de stoner. Goiânia já tem certa tradição nesse tipo de som. Os Hellbenders são de lá. E esse disco é fóda. Baixe aqui.

10 Anjo Gabriel – Lucifer Rising
Em seu segundo álbum, o Anjo Gabriel compôs uma trilha alternativa para o filme “Lucifer Rising” do cineasta norte-americano Kenneth Anger. Detalhe: a trilha original é de autoria de Jimmy Page. Sonzeira instrumental da melhor qualidade. Hard viajandão, prog, jazz fusion. A versão em vinil é lindona.