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Desova: Wander Wildner – Existe Alguém Aí? (2015)

Wander_Disco

Wanderley Luis Wildner já cantou as dores da vida em muitas músicas. Esse amargor injetado em doses esparsas por sua obra está mais latente agora. Um expurgo talvez. Artista de longa estrada, começou empunhado os microfones dos Replicantes, ícone do punk rock brasileiro nos anos 80. Já nos 90, em carreira solo, cunhou o termo “punk brega” e lançou o clássico “Baladas Sangrentas”. Mostrou-se um compositor nato quanto o coração em frangalhos é o mote. “Bebendo Vinho”, regravada pelo Ira! e “Eu Tenho uma Camiseta Escrita Eu Te Amo” atestam isso. Inquieto, já se reinventou muitas vezes. Sua última encarnação passeava pelos caminhos do folk. Mas agora, em 2015, lançando seu oitavo álbum solo, Wander dá uma guinada brusca. Em “Existe Alguém Aí? o folk sede lugar à distorção. O formato guitarra, baixo, batera está de volta. As feridas estão mais expostas. Trata-se de um disco dolorido. Nublado (como retratado na bela capa). Imerso na região de suas vivências, o Rio Grande do Sul, principalmente a capital Porto Alegre. Isso fica claro já na abertura com “Réquiem para uma Cidade”. Conceitualmente está envolto no contexto político/social de sua terra. Wander atua como narrador do cotidiano gaúcho. Isso é bacana porque em um país de dimensões continentais como o Brasil, proporciona ao ouvinte o contato com outras ambientações. Nas canções, muitos personagens, alguns femininos. As baladas continuam presentes, em meio à crueza dos rocks. “Existe Alguém Aí?” é crítico e pessimista, mas longe de ser lamuriante. À sua maneira, é esperançoso e entra fácil pro rol dos melhores trabalhos do artista. Para ouvir clique aqui.