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Desova: Seven Keys – Visions of Time (2015)

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Se fosse escolher uma única palavra para associar ao primeiro álbum full da Seven Keys, essa palavra seria “vitória”. Convenhamos, não é fácil fazer rock no Brasil. O fardo é ainda maior quando se opta por tocar heavy metal em uma cidade do interior de Minas Gerais, onde não existe lugares para tocar, o público é escasso e em sua maioria está mais interessado em ouvir os mesmos clássicos gringos infinitamente. Pois é, com mais de 15 anos de estrada, o trio guaxupeano composto por Carlos Stampone (voz e baixo), Anderson Stampone (guitarra) e William Ferreyra (bateria) já passou por muitos percalços. Neste contexto, as bandas que seguem, fazem por pura paixão. No caso da Seven Keys, essa persistência foi coroada com o lançamento de “Visions of Time”. Algo que chama a atenção é a busca por uma identidade, cuja ausência prejudica muitas bandas. Exemplos de pastiche sobram na cena independente brasileira, com bandas querendo parecer com seus ídolos ao invés de buscar o próprio som. Com a Seven Keys as referências e influências estão lá, porém bem dosadas e diluídas, proporcionando uma face própria, ainda em construção. Ao vivo, o formato de trio, com baixista cantor, também favorece isso, visto que não se vê tantas bandas com este tipo de formação tocando metal. Das dez faixas, quatro já eram conhecidas de quem acompanha a trajetória da banda. “Living for Tonight”, “Seven Bullets” e “Shadows of Another Life” sairam em um EP/CDR e “Blood on the Hands” foi registrada para participar de um concurso na internet. Agora elas ganharam versões definitivas, com destaque para a quarta citada, onde o tecladista Fábio Laguna acrescentou uma bela intro. O músico, conhecido por seu trabalho com as bandas Angra e Hangar, participa de todo o álbum como convidado especial. Entre as novas, um hit em potencial: “No More Games”. Faixa de refrão forte que cresce muito no palco. “Banshee” possui uma estrutura mais simples, com um riff marcante de Anderson, quase hard. Já a escolhida para abrir o play, “Teotihuacan”, é precedida por uma introdução climática e cinematográfica. A banda aproveitou para incluir como faixa bônus, “Crickets in Mind”, composta pelo amigo e parceiro Flávio Marx. A música contou com a participação de Nando Fernandes (ex-Hangar) nos vocais. “Bloodsuckers” e “Premonition” completam o set list. Há de se destacar a competência do trio no processo de criação e gravação. Carlinhos cantando muito, além de apresentar inspiradas linhas de baixo. William, preciso e criativo na confecção dos andamentos e passagens. Já Anderson se mostrou um grande compositor de riffs e solos. O disco foi gravado em Guaxupé no Setestudio, com produção da própria banda juntamente com Laguna e o técnico de gravação Fábio Dias, que também cuidou da mixagem e masterização. O resultado final é um bom álbum, honesto e bem feito, com qualidade suficiente para dividir as prateleiras e playlists com as boas bandas do gênero. A diversidade das faixas passeia por estilos que podem ser considerados a escola do grupo, como metal tradicional, melódico, power, hard rock e até prog metal. Tudo bem costurado e transmutado em algo próprio. Que a Seven Keys siga persistente e fazendo a diferença. “Visions of Time” é a prova que estão no caminho.

O disco está disponível para audição no site oficial da banda.