(function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src = "//connect.facebook.net/pt_BR/all.js#xfbml=1"; fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, 'script', 'facebook-jssdk')); class="archive date unknown">

Os 10 melhores discos nacionais de 2014 segundo Gralha Rocka

Saco_de_ratos03

01 – Saco de Ratos – Saco de Ratos 3
Pense numa banda de garotos que almejam o sucesso. Que estruturam seu som de acordo com o que o mercado quer. Onde cada roupa, acessório ou corte de cabelo é calculado para agradar o público. Agora pense no contrário disso tudo. Tae o Saco de Ratos. Cinco caras escolados na música e na vida que só querem se divertir, tocando e gravando o que realmente gostam. Neste terceiro álbum estão lá o blues e os rocks, mas o grande destaque são as baladas, como “Tudo Sagrado”, um épico de mais de seis minutos de rasgar a alma.

02 – Ratos de Porão – Século Sinistro
Após 8 anos sem lançar um disco cheio (rolou split, DVD ao vivo e Doc nesse período), o RDP volta com um grande álbum. “Século Sinistro” se aproxima muito do clássico “Brasil” de 1989. Seja pela parte lírica que retrata as mazelas recentes do nosso país, ou pelo som, calcado no crossover e com as partes vocais mais audíveis. Gravado e produzido de forma analógica, o disco soa orgânico, pesado e veloz.

03 – Inocentes – Sob Controle
Era pra ser um EP, mas os caras resolveram incluir um set ao vivo no estúdio e o pacote ficou ainda melhor. Com 33 anos de atividade sendo praticamente 20 anos com a atual formação, os Inocentes possuem um entrosamento único, o que reflete no som. Tudo flui de forma natural. Entre as novas faixas, conseguiram cravar mais um hit entre as preferidas dos fãs: “As Verdades Doem”. Destaque também pra faixa título, com um belo arranjo. A parte ao vivo apresenta velhas canções com uma roupagem atual e enérgica, mostrando que maturidade e vitalidade caminham lado a lado.

04 – Dorsal Atlântica – Imperium
Uma surpresa que chegou aos 45 do segundo tempo. A banda que não faz mais shows, mas a pedido dos fãs se reuniu em 2012 para gravar um álbum via financiamento coletivo lançou praticamente na surdina um novo disco em dezembro de 2014. Polêmico em suas opiniões e questionado quanto à sua produção musical fora da Dorsal (Mustang e Usina Le Blond), é no metal que Carlos Lopes demonstra toda sua genialidade criativa (mesmo que o próprio não concorde com isso). Lopes compõe pra metal como poucos. É simples, o som, a produção, mas os riffs do cara, o felling, o vocal e as letras em português conferem um tempero especial.

05 – Plebe Rude – Nação Daltônica
O núcleo de frente da Plebe Rude tem lastro. Philippe Seabra (vocal e guitarra), André X (baixo) e Clemente (guitarra e vocal), frontman dos Inocentes, em seu segundo álbum com a Plebe. Três caras que há décadas produzem rock tendo como principal tema a sociedade em que vivemos. Em “Nação Daltônica” não é diferente. Um disco que questiona a alienação que predomina na grande massa brasileira. Philippe segue como um dos bons compositores do nosso rock. Músicas fortes em mais um acerto da banda.

06 – Korzus – Legion
O Korzus não é uma banda que experimenta muito, mas dentro da sua proposta evoluem à passos largos. O caras fazem thrash metal, ponto. Mas é muito bem feito. De uma qualidade surpreendente. Marcello Pompeu (vocal) e Heros Trench (guitarra) são hoje dois produtores dos mais respeitados e requisitados na cena pesada nacional. E lógico que iriam usar esse know how em benefício próprio. Isso aliado a qualidade criativa e de performance da banda fez de “Legion” um disco inspirador.

07 – Carro Bomba – Pragas Urbanas
Uma banda de rock n’ roll com um toque de thrash metal. Não, não se trata de mais um rótulo, apesar do disco conter uma faixa chamada ThrashRoll. Mas o fato é que há algum tempo o Carro Bomba incorporou influências mais pesadas no seu som. “Pragas Urbanas” é a consolidação dessa proposta. Muitos costumam dizer que são uma espécie de Black Sabbath brasileiro. Sim, a influência é nítida, principalmente na guitarra comandada pelo excelente Marcello Schevano (ex-Patrulha do Espaço) e pelo timbre de voz a lá James Dio do vocalista Rogério Fernandes (ex-Golpe de Estado). Mas a banda soube imprimir uma cara própria. Destaque também pra letras que abordam a urbanidade de São Paulo.

08 – Patrulha do Espaço – Capturados ao vivo em Buenos Aires/Veloz
Disco ao vivo não vale, mas este é um ao vivo diferenciado. A banda lançou junto o EP “Veloz” gravado em 2013, mas que não havia saído em versão física. As faixas inéditas mantêm o padrão de qualidade de uma das mais longevas bandas do Brasil. Um disco que mostra o poder de fogo da atual formação, respeitando seu passado e apontando pro futuro.

09 – Statues on Fire – Phoenix
Os ex-Nitrominds André Alves e Lalo se juntaram à Alex (Kacttus) e André Cursi (Threat/Musica Diablo) e formaram o Statues on Fire. Parece aqueles projetos de superbandas que às vezes vemos por ae. Mas não é caso aqui. São apenas músicos competentes e carimbados da cena brasileira fazendo o que lhes dá prazer. Mas é fato que a bagagem dos caras trouxe grande maturidade para uma banda tão jovem. Phoenix é um belo disco de hardcore, pesado e acessível na medida certa. Ouça aqui.

10 – Barizon – Towards The Rising Sun
Outro supergrupo? Não, aqui não rola esse tipo de ostentação. Mas Alexandre Marchi Barbosa (StripClub, BEEF), Gabriel Zander (Zander, ex-Noção de Nada), Eduardo Sodré (Nipshot), Marcelo Pineschi e Felipe Fiorini (ambos do Plastic Fire) formaram um combo de stoner rock arrasador. “Towards The Rising Sun” saiu com o selo Monstro Discos de qualidade. E pela sonoridade lembra muito bandas goianas como MQN, Black Drawing Chalks e Hellbenders. Porém o Barizon é do Rio. Um disco com um punch incrível. Ouça aqui.

Vidz: A Maldição do Sanguanel (Trailer)

Trailer oficial de “A Maldição do Sanguanel”, longa brasileiro lançado em 2014 pelos diretores Felipe M. Guerra, Eliseu Demari, Rafael Giovanella e Ricardo Ghiorzi. Produzido como uma antologia de contos, porém com um único fio condutor, o filme é mais um exemplar da boa fase do cinema de horror nacional. São quatro episódios q abordam a lenda de um personagem típico do folclore gaúcho, o Sanguanel. Introduzido no imaginário popular por imigrantes italianos, o Sanguanel visualmente parece um diabinho e em suas atitudes lembra o Saci por praticar muitas travessuras. Porém no longa foi abordado uma faceta mais sinistra e aterrorizante do monstrinho. “A Maldição do Sanguanel” é uma produção modesta, feita com pouco dinheiro e muita brodagem. Claro que não é o nectar do cinema (e nunca teve essa intenção), porém diverte bastante.

Desova: Barizon – Towards The Rising Sun (2014)

Barizon_disco

O Barizon é uma banda relativamente nova, porém seus integrantes são figuras carimbadas da cena independente carioca. Isso fez com que muitos os avaliassem como um “supergrupo”. Alcunha desnecessária diga-se, visto que expectativas em demasia poderiam recair sobre as costas dos caras. Mas na real, o grupo formado Alexandre Marchi Barbosa (StripClub, BEEF) nos vocais, Gabriel Zander (Zander, ex-Noção de Nada) e Eduardo Sodré (Nipshot) nas guitarras, Marcelo Pineschi no baixo e Felipe Fiorini na bateria, ambos do Plastic Fire, ligou o foda-se e se ateve apenas à música. O resultado é “Towards The Rising Sun”, um disco poderoso que com certeza figura entre os melhores lançamentos brasileiros de 2014. A Monstro Discos chancela o álbum que foi gravado, mixado e masterizado no estúdio Superfuzz (em Humaitá, no Rio de Janeiro). São 10 faixas que transpiram fúria e peso aglutinando stoner, sludge, metal, entre outras boas referências. Rótulos à parte, trata-se de sonzeira de altíssima qualidade. Pra ouvir alto! Streaming e download aqui.

Vidz: Hellbenders – No Thinking

Fundada em Goiânia em meados de 2007, o Hellbenders desponta como uma das grandes bandas da nova geração do rock independente brasileiro. Recentemente os caras estiveram no deserto da Califórnia, mais precisamente no lendário estúdio Rancho de La Luna, para gravar sons que irão compor o seu segundo álbum. Mas enquanto o disco não sai, os Benders disponibilizaram mais um clipe extraído do elogiado play de estréia, o “Brand New Fear”. A faixa escolhida foi a enérgica “No Thinking”. Destaque pro roteiro e ambientação que presta uma homenagem aos filmes de kung Fu e Exploitation dos anos 70. O resultado ficou sensacional. Mérito da banda, do diretor Fritz Delangelo e da produção conjunta da Mulungu Filmes, Rodoferrô e Interakt Films.