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Caipiro Rock 2014

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Mês de julho, mês de Caipiro Rock. O já tradicional fest realizado pelo Centro de Cultura e Ativismo Caipira (CECAC), em Serrana/SP, chega a mais uma edição. Conhecida pela atividade agrícola, predominantemente pelo cultivo da cana, a cidade tornou-se referência também na disseminação da cultura independente. Serão dois dias intensos de atividades, 26 e 27/07, com muitos shows, oficinas de arte, debates, práticas esportivas e comes e bebes no melhor estilo caipira. Entre os destaques estão a garagera do Black Needles, a psicodelia fuzz tropicalista dos Skywalkers e o rock horror do Drakula. Detalhe, tudo free.

Vidz: Necro – Dark Redemption

H. P. Lovecraft e Black Sabbath, essas foram as primeiras referências que me vieram à mente ao ter contato com esse power trio de Maceió/AL. Mas o Necro vai bem além disso. O trio aglutina com competência as viagens do prog setentista e do proto metal, atualizando tudo com um vigor latente. Trazem para nossos tempos a psicodelia e o peso dos primórdios do heavy metal. Antes se denominavam “Necronomicon”, mais prevendo problemas futuros com o nome, abreviaram para Necro. Uma vivência que vem desde 2009 e já conta com alguns álbuns, inclusive com lançamento internacional. Atualmente estão em processo de finalização de um novo trabalho. “Dark Redemption” é um dos singles do disco. A faixa ganhou um belo clipe com a banda em ação. Destaque pros vocais e para a simplicidade eficiente da guitarrista Lillian Lessa.

Desova: Os Excluídos – Meus Dilemas (2014)

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Tae mais uma banda que conheci via Musikaos, programa que compôs a grade da TV Cultura no início dos anos 2000, apresentado pelo Gastão Moreira com produção musical do Clemente dos Inocentes. Lembro que na ocasião, a princípio o que me chamou a atenção foi o visual dos caras, ostentando topetes e figurino rockabilly. Nas faces de cada membro uma lágrima maquiada. Quando começaram a tocar, vi que o som não era rockabilly, mas sim um enérgico punk rock 77. Gostei da banda, tinham identidade, postura de palco e mandavam um sonzão. Lançaram um EP em 2002 e depois não tive mais notícias do quarteto paulista. Mas eis que após mais de 10 anos do lançamento do EP, Os Excluídos ressurgem com força total apresentando um novo trabalho de inéditas, o álbum “Meus Dilemas”. Saindo em digipack de altíssima qualidade pela Red Star Recordings, o disco contém 13 faixas. O som é o velho punk rock 77 que os caras já faziam com competência, porém com uma nítida evolução musical, de composição e produção. Quanto à parte lírica, tem que ter culhão pra tocar punk sem medo de expor os sentimentos. As letras confessionais, as melodias do som e os vocais emotivos do vocalista Ronaldo Lopes atestam a coragem dos caras. E pra quem curte essa linha, “Meus Dilemas” é um prato cheio. O álbum está disponível para audição, juntamente com os trampos anteriores, no Soundcloud da banda. Recomendado pros apreciadores da safra 77.

Vidz: 365 – Canção do Mar

Ícone do rock paulista dos anos 80, o 365 tá de clipe novo na praça. Trata-se do vídeo feito para “Canção do Mar” de autoria de Dulce Pontes, influente cantora portuguesa. A música integra o último álbum da banda, “O Destino”, lançado em 2013. O clipe foi dirigido por Rubens Vaz Muller e Claudio Salles da Priamo Filmes. Após várias reformulações ao longo dos 30 anos de existência, o 365 se estabilizou com Neto Trindade (vocais), Robertinho Pallares (baixo) e os membros clássicos Ari Baltazar (guitarra) e Miro de Melo (bateria).

Desova: AMP – Big Mouth, Dead Ears (2014)

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Engana-se quem acha que o rock de recife resume-se a bandas com elementos regionais e referências ao manguebit. O AMP é um exemplo claro que a cena na capital de Pernambuco é das mais diversas. A banda já tem bons anos de estrada e foi formada a partir das cinzas de um dos ícones do rock independente do início do século: o Astronautas. O caldeirão sonoro do AMP é amplo e de difícil rotulagem. Garageira, punk, hard, alternativo e principalmente stoner se gladiam e se fundem no som dos caras. Em alguns momentos mais palatáveis chega a lembrar um Foo Fighters dos primórdios, do primeiro play, cru. Mas é a banda de Josh Homme, o Queens of the Stone Age, que mais se aproxima da atmosfera musical do AMP. “Big Mouth, Dead Ears” é forte candidato a integrar as listas de melhores nacionais de 2014. Tem pegada e peso. Guitarras fortes, por vezes melódicas. Linhas vocais bem trabalhadas. A cozinha tem certo suingue. E o que dizer das boas sacadas das letras? Do conceito todo do álbum que culmina na bela capa? Enfim, um disco excelente. Pra ser ouvido alto. Download free no site dos caras.